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A transparência na alma de Bruno Gaudêncio

Revista Verbo21, 2010* O homem ainda teima em correr da morte. E faz isso de modo desesperado. Cada um luta com que a vida lhe proporciona como talento. Os primatas já faziam isso, instintivamente, procurando preservar a sua espécie, espalhando o máximo possível os seus genes na superfície da terra. Há hoje quem lute para que sua vida seja toda riqueza material e que essa riqueza perdure levando seu nome pelo tempo até não mais poder. Ser poeta é procurar também uma forma de imortalidade, um meio de fazer permanecer o nome na memória coletiva. Muitos poetas mais produzem, tanto mais perto sentem a morte farejar o seu pescoço. É por isso que, geralmente, eles têm pressa: querem se ver impressos em livros que os imortalizem. Já na adolescência, exibe os seus versos desastrados como quem mostra um filho, ou uma montanha de diamantes. E, ainda jovens, basta ter nas mãos uma possibilidade de se publicar,  eles se arriscam. Não é de hoje que temos prêmios, concurso para autores inéditos:...