Portal
À entrada da cidade,
as palmeiras brincam
engravidadas pelos
ventos.
Postam-se tais como
soldados,
atalaias de barrigas
gigantes
feitas de água e
encantamento.
À beira dos balaústres,
as palmeiras se inclinam
em sinal de reverência
às moças que passam
repletas de cores e
dentes.
Suas lâminas cortam
nuvens.
Suas folhas atiram-se ao
chão.
Etéreas e límpidas,
seus braços dançam
ao som da plúvia canção.