Poema incendiário
Taquemos fogo em Borba Gato,
na estátua em sua homenagem,
no seu nome, na sua memória,
nos estupros que deixou de legado.
Incendiemos os monumentos
sobre o quais se assentam tronos
de latifúndios do suor roubado,
impregnados de sangue inocente.
Ateemos fogo em Borba Gato,
em Fernão Dias, Baião Parente,
García D'Ávila, João Amaro,
nos hipócritas e nos indiferentes.